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As cachaças do Armazem Vieira As cachaças do Armazem Vieira são produzidas na continuidade da sua tradição histórica, que se confunde com o povoamento da Ilha, no século XVIII. A edificação do entreposto marítimo, Armazem Vieira, em 1840, a beira mar no Saco dos Limões, na Ilha de Santa Catarina, constitui-se num importante marco na comercialização entre as diferentes freguesias e arriais da região como também com os grandes navios veleiros internacionais que aportavam na Ilha para se abastecer de água, café, farinha de mandioca, açúcar, carnes, verduras, apetrechos náuticos, mastros de navio (ariribá) e da imprescindível cachaça. Esta cachaça alcançou notoriedade na metade do século XVIII, com a chegada dos açorianos e madeirenses que contribuíram na sua técnica de fermentação e destilação. Nessa época, o porto de Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis, fornecia de 110 engenhos de cachaça, quando o porto de Paraty, na capitania do Rio de Janeiro tinha 150 engenhos. A cachaça era servida em doses no balcão do Antigo Entreposto Marítimo, que a fornecia em botijas de barro selados com garapa de cana e em barris que iam de 80 a 300 lt., feitos de madeira nativa: sassafrás, ariribá e grápia. Nos últimos vinte anos, após ser restaurado e declarado patrimônio histórico, o Armazem Vieira passou a engarrafar essa cachaça, em garrafas de vidro, para o mercado nacional e internacional. A cachaça da ilha tem características únicas, provenientes do clima, solo e sua cana de açúcar cana fita saccharum syneensi. Dessa cana de açúcar, por fervura do caldo de cana faz-se a garapa, esterilizado-o, que é fermentado em ambiente controlado: temperatura, açúcar, álcool, fermentações secundárias e invasão bacteriana. O fermentado é destilado num alambique de cobre com uma fase de três pratos e um retrograduador para melhor separar o coração, da cabeça e da cauda do destilado. O coração, é transferido para os tonéis de ariribá e grapia, localizados na adega, fundos do Armazem Vieira, a uma temperatura média anual de 23º C, para o envelhecimento natural da cachaça. No envelhecimento acontece, com os componentes secundários do destilado, uma transformação química, e uma compactação e oxidação com a parte extraída da madeira (tanino, glicose e aromas), resultando em que nossa cachaça atinge um ponto de mutação aos seis anos de envelhecimento.
Referências sobre a Cachaça Armazem Vieira
Navegantes famosos do século XVIII noticiaram a produção de cachaça
quando dela se supriram na Ilha de Santa Catarina:
1719 Cap. Shelvocke, inglês - SPEEDWELL A primeira referencia da cachaça Armazem Vieira, em garrafas de vidro, foi do gourmet e arquiteto Amauri Faria em 1987, na Revista de Bordo da Transbrasil, seguindo-se por:
10/1987 - Revista Isto É : "Armazem Vieira tonéis sofisticados e renomada
aguardente". |