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AS CACHAÇAS DO ARMAZEM VIEIRA

Estas cachaças alcançaram notoriedade na metade do século XVIII, com a chegada dos imigrantes portugueses das ilhas de Açores e Madeira em 1670, que contribuíram na sua técnica de fermentação e destilação. Nessa época, o porto de Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis, tinha 110 engenhos de cachaça, enquanto o porto de Paraty, na capitania do Rio de Janeiro tinha 150 engenhos. 

   

 

   

A cachaça era comercializada e servida em doses, desde 1840, no balcão do Antigo Entreposto Marítimo, hoje Armazem Vieira, onde era armazenada em grandes tonéis e distribuída em botijas de barro seladas e em barris de madeira nativa: sassafrás, ariribá e grápia, com capacidades de 80 a 300 litros. 
A cachaça da Ilha é conhecida desde 1719 quando aportou o Cap. SHELVOCKE com seu navio SPEEDWELL e registrou a produção local, em livro publicado em 1726, A Voyage Round The World By The Way Of The Great South Sea. A Cachaça produzida na Ilha aumentou sua notoriedade na metade do século XVIII com a imigração açoriana e madeirense quando outros Navegantes famosos a noticiaram.

 

 

 

Em 1985, após ser restaurado e declarado patrimônio histórico, o Armazem Vieira passou a produzir essa cachaça para o mercado nacional e internacional, tendo suas primeiras divulgações em 1985 no Diário Catarinense e em 1987 na revista Isto É e na Revista de Bordo da Transbrasil. 
Desde esses anos quando se fala de cachaça se fala das cachaças Armazem Vieira.
A cachaça da Ilha tem características únicas, devido ao clima, ao solo e a sua cana de açúcar tipo “cana fita” (saccharum syneensi).
O caldo dessa cana de açúcar é fermentado e destilado num processo controlado. A qualidade é obtida por meio de um filtro biológico na fermentação e, na destilação, se altera o perfil da cauda para ressaltar o coração do destilado.
O coração da destilação é transferido para os tonéis das madeiras ariribá e grápia, localizados nos fundos do Armazem Vieira, para seu envelhecimento natural.