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NOTICIA, CACHAÇA DE QUALIDADE

 Existem mais de 5.000 marcas de cachaça registradas no Ministério de Agricultura – MAPA e o dobro de rótulos não registrados que por sua vez competem com as cachaças registradas a baixo preço.
Onde moe um engenho, destila um alambique

É uma cultura/tradição que vem desde o descobrimento do Brasil quando os portugueses transferiram para o Brasil Colônia a sua produção de açúcar das Ilhas Atlânticas, onde era líder na Europa.
A cachaça sempre teve conotação popular, era da terra e sem 

valor. O destilado de valor vendido no Brasil Colônia era a bagaceira portuguesa.

 

 

   

No passado houve valorizações de nossa cachaça que não se sustentaram. Somente no século passado, 1980, alguns produtores nacionais não ligados entre si, se propuseram a produzir uma cachaça de qualidade com possibilidade de competir com as grandes marcas de destilados internacionais que aqui eram vendidas e quiçá competir com nossa cachaça no exterior.

O Armazem Vieira participou desse movimento de qualidade desde o inicio desses tempos. 


A constatação deste movimento veio através de uma revista de grande circulação nacional que versa das coisas boas da vida, a “Revista PlayBoy”, edição Brasil. Foi ela que fez o primeiro ranking nacional da cachaça de qualidade na sua edição de Abril de 1990 onde destacou as 16 melhores cachaças do Brasil. Nesta seleção a cachaça Armazem Vieira Porto Nossa Senhora do Desterro – Tradicional obteve o 11º lugar confirmando nosso zelo em fazer uma cachaça de qualidade em Santa Catarina.

 

 

Nesta seleção participaram somente cachaças artesanais de alambique. As grandes marcas indústriais de aguardente de cana produzidas modernamente em colunas de destilação ficaram fora do painel de degustação por falta de qualidade segundo os organizadores do painel. Mesmo assim vende-se 1,3 bilhões de litros por ano com qualidade sofrível, então para que fazer melhor e colocar no mercado um produto mais caro?.

Nestes 30 anos muita coisa melhorou no quesito qualidade. As grandes marcas nacionais investiram nos seus métodos de produção, passaram a usar cana madura, fazer tratamento do mosto e adicionaram mais etapas nas suas colunas de destilação obtendo qualidade suficiente para entrar no mercado internacional.

Alguns pequenos produtores também investiram em tecnologia em seus métodos de produção não repetindo aquilo aprendido de seus antepassados; a cultura técnica de produção e armazenamento enriqueceu-se nestas três décadas.


Os produtores da cachaça Armazém Vieira engajados nesta evolução mantiveram sua posição de destaque obtida no primeiro ranking.


A Revista PlayBoy realizou um segundo ranking, em Agosto de 2003, 13 anos depois, com as 28 melhores cachaças do Brasil encontradas num evento de degustação com expertos para avaliar as cachaças e aguardentes mais vendidas do pais.


 
 Nesse segundo ranking o time de expertos foi surpreendido com cachaças armazenadas em madeiras diferentes e por tempos
superiores a 4 anos. Hoje são mais de 20 tipos de madeiras da mata atlântica em uso. 

Esse ranking estabeleceu 3 categorias de cachaça: 
  1. cachaça (aguardente de cana) produzida industrialmente, 
  2. cachaça de alambique com maior tempo de fermentação buscando qualidade, 
  3. cachaças premium, produção limitada e cuidadosa.
O Armazem Vieira nas cachaças de alambique obteve o 7º lugar com sua cachaça Esmeralda, com 4 anos de armazenamento, método solera, atesto continuo e na categoria premium obteve o 2º lugar com a cachaça Onix, 16 anos de armazenamento, método solera, superando a famosa cachaça Havana (Anísio Santiago) Salinas, MG, e a Germana 10 anos de envelhecimento de Nova União, MG.
Este movimento suscitou o interesse de muitos produtores para lançar cachaças de qualidade que, com o passar do tempo, poucas se sustentaram e hoje fazem parte de cardápios de restaurantes e supermercados.
Influenciou a criação do cachacier em sintonia com o somelier .

Essas ações fizeram com que a cachaça passara a ser consumida por pessoas apreciadoras de outros destilados de qualidade degustando-a em momentos de prazer. 


As ações acima melhoraram a presença da cachaça no mercado internacional. 


As cachaças Armazem Vieira iniciaram sua exportação para América no ano 2000 e atualmente exporta também para o Mercado Comum Europeu e China.


Por ações dos Presidentes Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma em fevereiro de 2013 o Governo de Estados Unidos reconheceu a cachaça como produto genuinamente brasileiro deixando de ser vendida como brasilian rum.


Atualmente os consumidores nacionais passaram a comprar cachaças mais finas com maior valor agregado.